Um veículo autônomo conectado, não é somente um robô no lugar do condutor, é o catalisador de mudanças de uso de meios de transporte, novos serviços, novas maneiras de pensar e de viver a mobilidade.
O CONTEXTO
O desenvolvimento do veículo autônomo e conectado (VAC) mobiliza hoje os principais atores da economia global. Testes, com objetivos variados, são realizadas em diferentes cidades e países com forte cobertura midiática e fazem sonhar com um outro mundo, outras cidades. A maior parte dos estudos sobre o VAC referem-se essencialmente aos aspectos técnicos, mas a compreensão global e integrada é essencial.
Entendemos que o transporte autônomo pode ser um acelerador de transformações radicais das práticas e das atividades da mobilidade, de uso dos territórios e dos espaços urbanos. A divisão tradicional mobilidade de pessoas/ mobilidade de bens e de informação será questionada como chave de uma redistribuição dos negócios de serviços e de mobilidade?
Quais atividades (já presentes nas práticas cotidianas ou emergentes) poderiam ser ampliadas, enriquecidas, multiplicadas por meio de veículos autônomos e conectados? Quais impactos sobre o governança e o planejamento urbano?
Quais seriam as novas aplicações dos objetos móveis?
Em que medida a chegada dos veículos autônomos conectados planifica as tipologias de serviços móveis ou de serviços de mobilidade?
Quais novas relações entre indivíduos e os espaços cotidianos cada vez mais articulados com os fluxos (informações, energia, transportes)?
Quais novas colaborações entre máquinas e indivíduos?
Com as mudanças no mundo do trabalho, quais novas economias urbanas surgirão?
Estas são apenas algumas das questões que a pesquisa Hiperlugares Móveis iniciada pelo IVM internacional buscará responder nos próximos 3 anos.
HIPERLUGARES…
« A sociedade, em parte nova. Lugares urbanos, em parte novos. Uma sociedade onde as pessoas se movem em todas as direções em todas as horas do dia e da noite, uma sociedade de hipertexto, onde as pessoas rapidamente se deslocam de um ambiente social para outro, onde sequências de atividades se sobrepõem e se entrelaçam, onde os laços sociais são escolhidos, construídos, formados, mas também se desarmam mais livremente. Essa sociedade, hipermoderna, engendrando novos lugares: os hiperlugares”. (François Ascher, o movimento da sociedade hipermoderna, 2006).
… MÓVEIS
Aqui se questiona sobre o interesse de exercer (as) atividades em mobilidade, considerando um veículo (circulando ou estacionado) e sua relação com o espaço público. Deixando de lado os casos em que o veículo é utilizado para chegar às pessoas (serviços de emergência), ou trazer as coisas às pessoas (serviços de entregas), mesmo que a fronteira seja, por vezes, tênue. Em uma tentativa de desenvolver uma tipologia de possibilidades, em primeiro lugar deve-se distinguir: · Quando o deslocamento é prioritário (eu tenho que me deslocar, mas também quero ter um “time out”) · Quando a realização de uma atividade é prioritária , o deslocamento ( veículo comum ou veículo equipado) torna-se secundário.
Iniciativa francesa o”Ônibus para partilhar” oferece objetos de todo tipo para as pessoas em situação precária. Celulares, pulôveres e outras roupas, toalhas …. este serviço móvel une pessoas que têm e aqueles que necessitam. E é um dos serviços monitorados pela nova pesquisa do IVM.
OS PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS DO PROGRAMA
Observar…
As atividades exercidas hoje durante os deslocamentos
As mudanças, as tendências emergentes (esporte e turismo, bares e restaurantes, boutique e comércios, …)
O uso dos objetos móveis incomuns dentro de uma diversidade de situações práticas
As tendências do mundo do luxo
Os serviços móveis que são utilizados pelos mais pobres
A tendência “faça você mesmo” da era 2.0
Uma diversidade de situações: na pequena ou grande escala, diferentes países, cidades, territórios, diversas atividades (lazer, logística, trabalho …)
Analisar…
Para imaginar os serviços e os objetos de demanda das novas interações com os espaços de fluxo e a cidade:
Propor tipologias de territórios, de serviços.
As figuras/ personagens emergentes: o “refratário”, os “perdedores” e os “ganhadores”
As novas maneiras de governança
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Experimentar…
Novos serviços para o território
Saiba mais e acompanhe a pesquisa internacional no site Hiperlugares Móveis e também no FB.