IVM CIDADE EM MOVIMENTO
A mobilidade é um tema social, não só uma questão de transporte. Para inovar, devemos observar a sociedade em seu conjunto. Instituto Cidade em Movimento (IVM): pesquisas e ações internacionais, soluções inovadoras, conhecimento compartilhado.

Fábrica do Movimento

As ruas de São Paulo

O crescimento explosivo e fenomenal caracteriza a maior cidade da América do Sul. Em pouco mais de um século, São Paulo, de início uma cidade provinciana do século XIX, tornou-se o terceiro maior centro urbano da Terra e o motor brasileiro e de toda a região. Portanto, seu desenvolvimento urbano é tão recente quanto vertiginoso.

 

Acelerado, em primeiro lugar, pelo ritmo das atividades de agroexportação do país do café, ganhando força principalmente ao longo do século XX, por seu desenvolvimento industrial. De fato, o foco do desenvolvimento industrial teve seu centro principal em São Paulo e nos municípios vizinhos, o que levou à criação de uma área metropolitana, hierarquicamente estruturada a partir da capital.

 

A obra “Olhar São Paulo”, publicado pelo município de São Paulo, descreve intensos fluxos de bens, serviços e capitais, bem como os movimentos populacionais significativos gerados para o trabalho, estudo, acesso a serviços e recreação, que são desenvolvidos entre as cidades localizadas em um raio de cerca de 150 km do estado.

 

Assim, continua a despesa, com base nessas ligações econômicas e demográficas fortes, podendo se identificar esse conjunto como uma macrometrópole complexa ou megalópole-, concentrando quase 70% da população do Estado.

Três regiões (São Paulo, Campinas e Baixada Santista) integram esta macrometrópole, dentro do qual se articulam os mais diversos subcentros regionais, exercendo funções urbanas adicionais.

De acordo com dados do município, a região metropolitana de São Paulo tinha 18 milhões de habitantes em 2007, dos quais 55,4% residiam no município de São Paulo.  Por conta da aglomeração de pessoas, a cidade é um dos poucos municípios do mundo, com mais de 10 milhões de habitantes.

Sua área é de 8.051 km2, dos quais 18,74% correspondem à cidade de São Paulo. A integração inclui 39 municípios, dois deles com uma população de mais de um milhão de habitantes: São Paulo e Guarulhos.

A grande concentração da população, especialmente entre o centro comercial e industrial, tem uma frota de seis milhões de veículos e uma série de desafios pela frente em termos de mobilidade urbana, começando com a tendência perturbadora que marca uma diminuição progressiva da viagem em transportes públicos em favor de um aumento da percentagem de viagens individuais.

Avenida Paulista

Avenida Paulista é, sem dúvida, o espaço público mais importante em São Paulo. Criada para ser a peça central de um novo grande bairro loteado, foi inaugurada em 1891 e com o passar do tempo, a avenida foi ocupada pela alta sociedade, que deixou sua marca em grandes mansões, até que na década de 50, os regulamentos urbanos permitiram a construção de edifícios de uso misto.

Desde então, a Avenida Paulista não parou de crescer. Diariamente, a avenida é atravessada por mais de um milhão pessoas, nos mais variados meios de transporte.

É o principal centro econômico e comercial da cidade e respira cultura e lazer com cinemas, teatros, centros culturais, bares e restaurantes dos mais variados tipos e diversidade. Ao longo do tempo, a avenida segue como palco de grandes eventos. No início, pela avenida circulavam carruagens e os primeiros veículos motorizados na cidade.

 

Avenida das Nações Unidas

Constitui juntamente com a Marginal do Rio Tietê, o principal sistema de acesso rodoviário da cidade, com quase 70% do tráfego diário em São Paulo. Nascida a partir obras de junção do rio Pinheiros, entre os anos 1940 e 1950, imediatamente atraiu um grande número de indústrias.

Esta ocupação desenvolveu a região, mas, ao mesmo tempo, deu início a degradação ambiental profunda. Os anos 70 e 80 foram caracterizados por uma mudança de emprego industrial para residencial, o que exigiu a construção de obras no rio para integrar as suas margens e reduzir o isolamento de muitos bairros, produzido pela via expressa e, mais dramaticamente, a ferrovia.

Da mesma forma, uma iniciativa público-privada mista, lançou um processo de recuperação, que incluiu a descontaminação do rio e o plantio de árvores frutíferas ao longo de seus 14 quilômetros de extensão.

Rua Oscar Freire

Com cerca de 2.700 metros de comprimento, está situada em um dos bairros mais ricos de São Paulo: os Jardins. No início, era uma rua puramente residencial. Mas a partir de meados dos anos 70 foram instaladas várias lojas com as mais famosas marcas nacionais e internacionais de vestuário.

Assim, ao longo do tempo, a Oscar Freire tornou-se a principal rua fashion de São Paulo.  A chegada dessas lojas também trouxe restaurantes e hotéis de luxo, e outros serviços.

Em 2006, uma iniciativa conjunta público-privada, começou a reforma completa da área onde as principais lojas estão localizadas. Com esta reforma, as calçadas foram reconstruídas e ampliadas. A fiação elétrica foi posta em galerias subterrâneas, assim como as instalações elétricas e de iluminação. Bancos foram instalados ao longo da rua, tornando-a comparável às principais ruas do mundo dedicadas ao glamour da alta costura.

 

Rua Boa Vista

 Desde o seu nascimento em 1554, a cidade de São Paulo foi reconstruída várias vezes, mantendo a arquitetura eclética que ainda possuem alguns dos seus edifícios da Rua Boa Vista, eixo central que conecta várias ruas ao centro histórico de São Paulo.

Com o passar do tempo, os estilos arquitetônicos passaram por evoluções como a utilização dos edifícios de uso público, os grandes bancos e, mais recentemente, os escritórios. Isso resultou na presença de funcionários de diversas profissões, imprimindo a esse conjunto de ruas e praças, espaços que são utilizados para reuniões cívicas e populares e, ainda, para manifestações.

Apesar do surgimento de outros centros empresariais, a rua Boa Vista continua a ser um importante centro financeiro, com agências de habitação grandes bancos  nacionais e internacionais.

 

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