IVM CIDADE EM MOVIMENTO
A mobilidade é um tema social, não só uma questão de transporte. Para inovar, devemos observar a sociedade em seu conjunto. Instituto Cidade em Movimento (IVM): pesquisas e ações internacionais, soluções inovadoras, conhecimento compartilhado.

Passagens

Passagens – os espaços de transição

Passagens é um projeto de pesquisa-ação desenvolvido em parceria com as cidades de Barcelona, Paris, Montevidéu, Xangai, Toronto, Tours, Valparaíso… para a realização de estudos de caso, provas piloto, intercâmbios acadêmicos e eventos culturais.   Um desafio para as mobilidades urbanas em todas as cidades do mundo Facilitar as transições

Em um contexto de crescimento urbano, as pessoas necessitam se deslocar, por diversos motivos, ao longo de grandes distâncias e para diversos destinos, utilizando uma variedade de métodos de transporte cada vez mais ampla e que envolve diferentes velocidades, modos e meios. A questão das passagens como atalho, espaço de transição ou percurso privilegiado, torna-se, assim, um desafio decisivo para facilitar os acessos aos diferentes equipamentos urbanos. Os cidadãos demandam cada vez mais qualidade, mais atenção em seus percursos individuais, maior intensidade, urbanidade, velocidade e acesso à grande metrópole, assim como maior tranquilidade e qualidade na escala local.Passages-21

Um elo essencial para o acesso à cidade

Se por um lado a mobilidade se tornou cada vez mais complexa, as redes de transporte, por sua vez, são geralmente pensadas de maneira isolada. Mesmo assim, o usuário avalia a qualidade de seu deslocamento _em termos de eficácia, conforto, segurança e qualidade urbana _ tomando em conta a totalidade do percurso. As passagens surgem então como o elo que permite passar de uma rede de transporte para outra, com distintos graus de facilidade ou acessibilidade, garantindo, assim, a conclusão exitosa do circuito de mobilidade urbana.

Atravessar barreiras

As passagens servem, em certos casos, para superar obstáculos. O urbanismo de zoneamento, a monofuncionalidade das grandes infraestruturas (grandes autoestradas, faixas preferenciais, vias férreas, corredores de BRT) contribuiu para criar novos limites, às vezes, intransponíveis. Aquilo que foi concebido originalmente para unir constitui hoje uma separação, um impedimento para a mobilidade dos indivíduos, que frequentemente encontram-se obrigados a inventar passagens informais, e muitas vezes perigosas, para se deslocar.

A microintervenção, com efeitos (quase) imediatos

Independente das mudanças nas grandes infraestruturas, estas pequenas intervenções podem ter um impacto importante e dar resposta a problemas urgentes (de segurança, acessibilidade, eficácia etc.) que não podem esperar por longos processos de planejamento e intervenções em grande escala. Apesar de o conceito de cidade contínua, sem ruptura, ser uma utopia dificilmente alcançável, ideias tais como « grampos urbanos », « micropassages» e atalhos, podem dar respostas rápidas e eficazes para estas questões urbanas universais.

Perspectivas múltiplas
O tema do programa PASSAGENS permite articular o cheio e o vazio, a velocidade e a lentidão, o móvel e o imóvel, o estético e o funcional, a alteridade e a segurança, o dia e a noite… e repensar a hierarquia das redes, particularmente a das redes primárias, hoje muito dominantes. Na esteira das leis de zoneamento, cabe perguntar se as passagens podem também ajudar a vincular a cidade, a unir os bairros mais ricos aos mais pobres, a periferia, ao centro.

para saber mais sobre o Projeto Passagens

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