IVM CIDADE EM MOVIMENTO
A mobilidade é um tema social, não só uma questão de transporte. Para inovar, devemos observar a sociedade em seu conjunto. Instituto Cidade em Movimento (IVM): pesquisas e ações internacionais, soluções inovadoras, conhecimento compartilhado.

Fábrica do Movimento

Paris realiza políticas para a mobilidade doce – e grandes cidades podem aprender

A mobilidade está sendo repensada sob novos olhares em Paris. Políticas públicas, apresentadas pela prefeita da cidade, visam a recuperação do espaço público como um local para pessoas – em vez de veículos motorizados. Sustentabilidade e meio ambiente estão em pauta na metrópole cuja poluição atmosférica atingiu níveis alarmantes nos últimos meses. O cenário pode ser facilmente relacionado a cidade de São Paulo, onde a mobilidade é uma questão chave no dia-a-dia, assim como a recorrência dos altos níveis de poluição, mas a notícia é sobre Paris. Como uma cidade caminhável e com melhores espaços públicos pode se relacionar à um ambiente mais sustentável? O IVM acredita na mobilidade doce – dos pedestres e transportes não motorizados – como uma das receitas para cidades mais humanas – e atua em São Paulo, Buenos Aires, Xangai e Paris, pela escala do pedestre na mobilidade como experiência essencial.

Transporte elétrico: um projeto para o centro de Paris. Fonte: Ayuntamiento de Paris

ESCALA HUMANA

Para 2017, a administração municipal de Paris propõe mudanças em política e faz uma lista de projetos para a metrópole  – dentre eles, a mobilidade no centro da cidade é uma questão. Por menos veículos motorizados e uma menor taxa de poluição, a expansão nas vias para bicicletas e a criação de percursos para VLTs (veículos leves sobre trilhos) estão nos planos.

A recuperação de trechos adjacentes ao Rio Sena para a escala humana está entre os destaques, com a abertura de uma via para pedestres e ciclistas entre o trecho da Place de la Concorde e a Pont Royal.  Favorecer os  deslocamentos de bicicleta é um dos objetivos para o centro da cidade, de forma a retomar a segurança e qualidade do passeio aos pedestres, com menos tráfego motorizado.

Planos para um centro menos motorizado, Paris. Fonte: Ayuntamiento de Paris

Para Angélica Alvim, conselheira do IVM-Brasil e diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, comenta: “Além de contribuir para o meio ambiente, as propostas irão melhorar ainda mais a qualidade dos espaços públicos da área central de Paris e, consequentemente, a mobilidade das pessoas. Para além dos ganhos materiais, estas medidas irão valorizar o perfeito “flanêur” em Paris idealizado por “Baudelaire” no século XIX”. Segundo ela, os projetos que buscam a restrição do uso de automóveis não são uma ideia nova, mas bem-vindas à Paris e um exemplo a se replicar.

Em São Paulo, como poderíamos pensar espaços públicos e passeios mais agradáveis ao pedestre? Como os rios, dentre eles Pinheiros e Tietê que atravessam diversos bairros da cidade, poderiam tornar-se um local de convívio e mobilidade doce? Vias acalmadas, com tráfego mais gentil e sustentável, atraem pessoas e por consequência, ambientes mais estimulados.

Papel do pedestre em Paris é pauta de política pública

fonte: ArchDaily – Conseil de Paris

Ao fim do mês de janeiro, a cidade aprovou estratégia para melhorar a experiência peatonal na cidade. Levando em consideração a diversidade de usos, conforto e continuidade nos deslocamentos a pé, a estratégia também busca revitalizar e ampliar os espaços públicos para pedestres em Paris. Confira a reportagem na íntegra:  http://bit.ly/2mhsIg5

fonte: ArchDaily – Conseil de Paris

 

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