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Fábrica do Movimento

Os desafios do século XXI, em relatório da ONU: urbanização e questões socioambientais

Em “World Cities Report 2016”, relatório sobre as cidades, a ONU discorre sobre a nova agenda para a cidade do século XXI, frente a fenômenos como as migrações, finitude dos recursos naturais e os espaços urbanos emergentes. Os desafios são diversos – e fica clara a necessidade de políticas de planejamento e gerenciamento para o desenvolvimento das cidades. O planejamento urbano é crucial para as localidades que estão em transição do rural para o urbano por dois motivos: não se quer reproduzir os mesmos produtos de cidades insustentáveis ao meio ambiente e a maior parte dos espaços em urbanização provém de países subdesenvolvidos à uma velocidade desenfreada. A infra-estrutura, além de seu custo de expansão, não tem acompanhado a demanda por habitação, que vê as residências informais e a desigualdade crescerem a largos passos, configurando um impacto socioambiental. Como reduzir a desigualdade e a pegada ambiental para os próximos anos?

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Os desafios do século XXI. Fonte: ONU

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Gráfico comparando a pegada ambiental entre cidadãos metropolitanos e a média nacional. Fonte: ONU

Entre gráficos e diagramas, a cidade planejada é vista como um local de equilíbrio entre diversos fatores: dentre eles, infra-estrutura, uso da terra, cultura, recursos naturais e educação, como primordiais. A participação da comunidade é essencial, e enriquecedora, segundo o relatório.

Focando no desenvolvimento das cidades, o espraiamento urbano está dentre os grandes vilões quando se trata de pegada ecológica. É um dos grandes responsáveis pela segregação socio-espacial, aumento no tempo entre casa e trabalho (por consequência, gera aumento na emissão de gases) e perda de terra de cultivo. Apenas nos Estados Unidos, os custos de infra-estrutura, serviços públicos e transporte excedem 400 bilhões de dólares ao ano. Na América Latina, os custos de serviços públicos aumentam à medida em que a densidade de construções diminui nas pequenas e médias cidades.

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As consequências do espraiamento: maior tempo de deslocamento, segregação e maior poluição ambiental. Fonte: ONU

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Decrescente taxa de densidade construtiva nas cidades ao redor do mundo entre 1800-2000. Fonte: ONU

 

Gráficos apresentam a queda na densidade de área construída em 25 cidades ao redor do mundo, caracterizando um fenômeno global nos últimos dois séculos. Cidades Sustentáveis, para a ONU, são compostas por múltiplos fatores e atitudes coordenadas. Leis, políticas urbanas e planejamento são importantes bases, sequenciadas por atitudes urbanísticas e sociais: planejamento das extensões urbanas e do espaço público, acesso à serviços básicos, monitoramento das construções e moradias no centro da cidade. O relatório também realça a mutabilidade do espaço urbano: a terra e seus usos são sujeitos a reajustes. A urbanização é um tema de grande importância, e se planejada levando em consideração os residentes, gera benefícios na escala social, ambiental e financeira.

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A urbanização como um fator que auxilia a queda da pobreza: infra-estrutura. Fonte: ONU

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Princípios para a “Nova Agenda”. Fonte: ONU

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