Mobilidade no Jardim Ângela é tema de encontro entre moradores, pesquisadores e técnicos do poder público

Promovido pelo Fórum de Pesquisadores da região do Jardim Ângela, o encontro reuniu moradores e lideranças do bairro e de zonas próximas pesquisadores da USP, FGV-SP, PUC-SP, Federal do ABC, alunos de arquitetura, jornalismo, administração pública, técnicos da subprefeitura e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e representantes da ONG Cidade Ativa e da Rede O Cara (Caminho Escolar).

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Na abertura, o IVM apresentou um resumo das pesquisas de campo que realiza há mais de um ano sobre os caminhos tradicionais e sistemas de entrega no bairro. Se trata do programa Passagens que tem foco nos articuladores da mobilidade, como escadarias, becos, passarelas.  Os pesquisadores Lupicinio Íñiguez-Rueda,  da Fundação Getúlio Vargas e Hercílio Pessoa, da PUC – Pontifícia Universidade Católica, mostraram a metodologia e resultados, até o momento, de sua investigação sobre como as mulheres, de diferentes idades, enfrentam dificuldades e desafios específicos em seus deslocamentos locais e para o centro da cidade.

Também foram exibidos extratos dos vídeos-documento chamados “Caminhos comentados”, produzidos pelo IVM e vídeo makers locais, que registram moradores de diferentes idades e diferentes ocupações em seus deslocamentos diários saindo ou chegando de casa, ou nos caminhos da escola ou trabalho.

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A partir das apresentações, aconteceu o bate-papo sobre as diversas dimensões da mobilidade e da dinâmica do Jardim Ângela como porta Metropolitana, isto é, a entrada para que moradores de outros municípios acessem São Paulo. Alguns dos temas levantados foram:

  • A falta de calçamento e de sistema de transporte na parte interna do bairro;
  • As más condições das escadarias, becos e vielas;
  • A falta de espaços de convivência;
  • A relação da iluminação, lixo e circulação de produtos e mobilidade
  • As alternativas e estratégias de melhora da mobilidade por meio de rede de apoio de vizinhos e familiares e da tecnologia.

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“ É constrangedor, mas tudo isso acaba como nosso direito de ir e vir”, afirmou Ana Paula, moradora da região

Outros pontos de reflexão levantados por moradores foram:

  • Trazer empregos para o bairro para não precisar se deslocar tanto
  • Relação de exclusão e mobilidade
  • Reorganizar rotas e horários de ônibus
  • Garantir travessias de pedestres nas ruas e avenidas
  • Rever tempo dos semáforos
  • Deslocamentos de mais de 2 horas para chegar ao centro
  • Estudar a hierarquia que existe entre morara em escadões, viela e becos
  • Ônibus e estrutura viária que não atendem às mulheres
  • Relevância de integração de dados das diferentes pesquisas que são feitas na região

A próxima reunião do Fórum de pesquisadores ,em setembro, tratará do tema de moradia, seguida da questão da saúde.

Para ver os relatórios e vídeos da pesquisa Passagens, clique aqui

Veja os vídeos dos  Caminhos Comentados

Veja a Oficina Olhe o Degrau aqui

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