IVM CIDADE EM MOVIMENTO
A mobilidade é um tema social, não só uma questão de transporte. Para inovar, devemos observar a sociedade em seu conjunto. Instituto Cidade em Movimento (IVM): pesquisas e ações internacionais, soluções inovadoras, conhecimento compartilhado.

Eventos mobilidade

Pesquisa revela problemas na informação e no espaço da mobilidade

A edição especial do IRBEMíndice de referência de bem-estar no município – aconteceu hoje, dia 24 de janeiro, e trouxe a percepção dos paulistanos sobre a qualidade de vida na capital. Em evento ocorrido no Sesc Consolação e organizado pela Rede Nossa São Paulo, o IRBEM trouxe enfoque quanto a importância dos indicadores para a concepção do Plano de Metas da nova gestão municipal de São Paulo, que deve ser entregue até o final do primeiro trimestre.

O evento, cuja introdução foi feita por Zuleica Goulart, integrante do programa Cidades Sustentáveis, foi também apresentado por Oded Grajew, coordenador do Cidades Sustentáveis e Marcia Cavalari, CEO do Ibope Inteligência. A mobilidade foi um dos aspectos mais destacados no evento, dentre perguntas instigantes e indicadores de insatisfação – seja na escala do pedestre, que o IVM aprofunda-se em seus estudos, ou na escala dos motorizados.

Marcia Cavalari apresentando os estudos do IRBEM 

 

O IRBEM trouxe dados sobre 71 aspectos englobados em 17 áreas, em que os entrevistados respondiam com notas de 1 a 10, “sim” ou “não”. Dentre todos os aspectos, nenhum deles ficou acima de 5.4demonstrando uma insatisfação do habitante da capital quanto aos mais diversos aspectos. Os entrevistados elencaram as cinco áreas mais importantes para eles: educação, saúde, segurança, mobilidade e a acessibilidade para deficientes.

Na cidade de São Paulo, os deslocamentos mostram-se um tempo crucial do dia-a-dia, visto que em média, ocupam 1h45 dos habitantes, sendo que 20% dos entrevistados demoram mais que duas horas por dia em deslocamentos trabalho-casa. Sendo a mobilidade um momento chave na rotina, os indicadores mostram-se principalmente críticos quanto ao deslocamento a pé na cidade.

Cavalari apresentando o tempo médio de deslocamento diário na capital

 

Quanto a este tipo de mobilidade, notas muito baixas foram atribuídas pelos entrevistados; qualidade das calçadas e respeito ao pedestre, dois fatores presentes em transporte e mobilidade, receberam notas 2.8 e 3.1, respectivamente. Acessibilidade para deficientes físicos, outro fator essencial listado pelos entrevistados, recebeu notas 3.5 quanto à acessibilidade nas calçadas e nos transportes para deficientes físicos.

Os fatores não param por aí: 54% estão muito insatisfeitos com as informações nos pontos de ônibus. Dessa maneira, fica claro pelas estatísticas que o direito à mobilidade na cidade está comprometido – duas das cinco categorias listadas como fundamentais pelos entrevistados tem vínculo com a nossa locomoção diária. Desde a qualidade do transporte, até a caminhada diária, o estado de conservação das calçadas, a sinalização urbana, e uma acessibilidade mais democrática: a cidade requer atenção. Siga acompanhando o IVM!

Informações nos pontos de ônibus: insatisfação

 

Pular para a barra de ferramentas