IVM CIDADE EM MOVIMENTO
A mobilidade é um tema social, não só uma questão de transporte. Para inovar, devemos observar a sociedade em seu conjunto. Instituto Cidade em Movimento (IVM): pesquisas e ações internacionais, soluções inovadoras, conhecimento compartilhado.

Cidade Legível

Cidade legível – o projeto

CIDADE LEGÍVEL: OS CÓDIGOS DA ACESSIBILIDADE é um projeto desenvolvido pela sede para América Latina em Buenos Aires do Instituto Cidade em Movimento com o objetivo de desenhar e difundir informação visual para usuários dos transportes públicos em centros urbanos da América Latina.

 

A pesquisa e o desenvolvimento desta plataforma visual têm como objetivo aplicar o direito à informação na rede de transporte dos centros urbanos. O projeto CIDADE LEGÍVEL busca fortalecer a estrutura de transporte púbico por meio de uma ação que forneça aos usuários mais legibilidade sobre o conjunto do sistema de transporte, suas conexões e integrações.

Neste sentido, foram desenvolvidos dois projetos-piloto em Buenos Aires.

Estes projetos atendem as linhas de ônibus números 132 e 12 e envolveram basicamente as seguintes etapas:

  1. Estudo preliminar dos métodos de orientação (“navegação”) usados comumente pelos usuários;
  2. Incorporação destes dados preliminares em um processo colaborativo e interdisciplinar para desenho inicial do mapa informativo.
  3. Estudo de campo para testar o protótipo de mapa informativo incluindo questionários e entrevistas semiestruturadas, nos ônibus e nas ruas;
  4. Ajustes e correções do  mapa segundo o feed-back dos questionários;
  5. Instalação dos painéis com os mapas no interior dos ônibus;

 

Atualmente o Cidade em Movimento trabalha em parceria como a Prefeitura de Buenos Aires na elaboração de mapas para o sistema de transporte rápido da cidade de Buenos Aires, o Metrobus e também apar a alinha B do metrô.

 

PROBLEMA | JUSTIFICATIVA

A informação é um elemento chave em qualquer situação urbana e impacta particularmente a mobilidade dos grandes centros. Mesmo assim, e apesar de representar custos relativamente marginais frente aos elevados gastos correspondentes em toda operação de transporte e mobilidade, pouca atenção tem sido dada ao tema.

O desafio que se coloca é justamente o de prover informação de qualidade de forma a facilitar e tornar mais eficiente a mobilidade dos cidadãos. Em algumas cidades o sistema de transporte está estruturado como uma rede pública integrada, já em outras, como é o caso de Buenos Aires, e outras cidades latino americanas, existe um sistema de concessões de iniciativa privada. Deste modo, o desafio de ter um sistema único de informação enfocado em quem se desloca pela cidade é ainda maior, pois cada empresa tende a se concentrar em sua própria atuação. A temática é bastante complexa porque envolve também  questões como a necessidade de o sistema de transporte público ser cada vez mais competitivo, das novas demandas que surgem a partir de políticas como o bilhete único, do incremento do turismo, do crescimento da rede de média capacidade, da redefinição de percursos, entre outros.

 

OBJETIVOS  GERAIS

  • Desenvolver e fortalecer a interface entre usuários e o sistema de mobilidade da cidade.
  • Desenvolver um protocolo de informação e de referencia que atenda a estrutura de interconectividade do transporte público (e do sistema de mobilidade em geral), estimulando o seu uso e melhorando o grau de legibilidade da cidade no acesso à educação, saúde, trabalho etc. Este protocolo deve oferecer todos os elementos para que o usuário possa decidir sobre seus deslocamentos com conhecimento de causa, em qualquer momento e onde estiver _seja dentro dos veículos, nas paradas, na rua, nas conexões.
  • Desenvolver um sistema de referencias/códigos que permita orientar os que se deslocam na cidade com ênfase  nos usuários de transporte público.
  • Buscar estabelecer referencias comuns nas grandes cidades da região, homologando, sempre que possível, as referencias/ códigos entre elas.

 

OBJETIVOS   ESPECÍFICOS

  • Que a ferramenta de informação favoreça a escolha consciente e eficiente do trajeto e dos meios disponíveis, com ênfase nos pontos de integração/conexão (estações de trem, metro, terminais de ônibus);
  •  Que o sistema legível seja adequado também aos usuários ocasionais, incluindo a adaptação aos portadores de alguma necessidade especial;
  •  Que este sistema de informação integre uma rede que permita acompanhar, com informações e dados, as melhorias na integração de sistemas de mobilidade, como os bilhetes únicos ou outros.
  •  Integrar os diferentes percursos das linhas de transporte utilizando o potencial dos recursos tecnológicos e aplicações informáticas, como GIS, GPS etc., para oferecer aos usuários um sistema significante de representação, integrando diferentes elementos de informação de acordo com cada caso;
  • Introduzir uma nova cultura de mobilidade a partir da reflexão sobre os meios disponíveis e, deste modo, dotar as políticas públicas de elementos de comunicação necessários para melhorar a experiência neste serviço público massivo. E, de este modo, tentar reverter o declínio na distribuição modal de viagens (por exemplo, a escolha entre o público e o privado para aqueles que têm a opção, melhoraria a qualidade de serviço para todos);
  • Avançar na integração de políticas metropolitanas por meio de um protocolo que possa ser replicado para além dos limites do município;
  • Potencializar o intercambio de experiências entre cidades do mundo, por exemplo, Buenos Aires e São Paulo, Buenos Aires e Berlim.

 

AÇÕES  GERAIS

  • Refletir sobre uma forma de representar a complexidade do sistema de maneira sintética e com um desenho que o torne legível;
  • Estudar os antecedentes (tanto os que foram exitosos como os que resultaram inadequados) desde o início do século 20, como por exemplo, o sistema que foi inaugurado em Londres nos anos 1930, ou os que se usam nas grandes redes de transporte do mundo. Apesar de não poderem ser transpostos e dificilmente adaptados entre cidades de diferentes países, estas experiências trazem informações relevantes sobre o nível de inovações cognitivas para simplificar a informação.
  •  Promover ações em parceria com outros atores locais das cidades (instituições públicas, profissionais, transportadoras, centros universitários)
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